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Refusão

Fusão

Na Refusão é utilizada a tecnologia de fundição em fornos de funcionamento semi-contínuo. O processo tem início no forno de fusão. A temperatura de fusão do alumínio ronda os 660ºC e a temperatura de trabalho deste forno está estabelecida nos 720ºC. Depois de carregado várias vezes e de toda a sucata fundida, o metal é transferido para o forno de mantimento. Neste processo, são usados fornos de reverbero e com chama oxi combustível.

 

Afinação

Depois de transferido todo o metal, este é afinado no forno de mantimento. Nesta fase do processo, são adicionados os vários elementos de liga (silício, magnésio, cobre, manganês, etc.) dependendo do tipo de liga a fundir. Todo o metal é limpo e é estabelecido um tempo de repouso para que todas as impurezas que se encontram no seio do alumínio fundido, se depositarem no fundo do forno. Este tipo de fornos, geralmente, têm 50% da capacidade do forno de fusão.

     

Vazamento e Desgasificação

Depois da liga afinada e isenta de resíduos, dá-se inicio ao vazamento. Nesta etapa, o metal é submetido a um tratamento de desgasificação cujo objectivo é retirar todo o hidrogénio dissolvido no alumínio fundido (porosidade depois da solidificação). As temperaturas de vazamento dependem da distância do forno de mantimento ao canal de distribuição mas, habitualmente, rondam os 685-705ºC e o arrefecimento é feito por contacto de água directo. No vazamento existem vários parâmetros a controlar e que são responsáveis pela qualidade do produto final (temperatura, volume de água, velocidade de vazamento e composição química).

     

Homogeneização

Esta é a última etapa do processo. Aqui é realizado um tratamento térmico cujo objectivo é modificar a microestrutura do alumínio para resultar numa melhor extrudabilidade. É um tratamento bastante longo e cuja temperatura de patamar ronda os 590ºC. Depois de submetidos a esta temperatura, durante o tempo de estágio, os bilhetes são arrefecidos com ar forçado, cuja velocidade de arrefecimento pode andar entre os 450-700ºC/h. O processo está concluído e os biletes estão aptos para serem utilizados no processo de extrusão.

     

Mensalmente, são enviadas amostras dos biletes produzidos para que sejam submetidas a controlo de qualidade externo no centro tecnológico Sapa Technology, na Suécia, onde é analisada a microestrutura, o tratamento de homogeneização e o aspecto superficial dos biletes.

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